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Restaurante Ti Augusta

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  • Restaurante Ti Augusta

    Fonte autorizada: Escape

    Começou por ser uma loja da rede Aldeias do Xisto e em Março de 2012, nasceu como restaurante. É um espaço pequeno mas cheio de requinte rural o que acolhe este recanto ideal para provar apurar os paladares tradicionais desta pequena Aldeia do Xisto em Proença-a-Nova. Figueira tem poucos habitantes e, como tantas aldeias pelo país fora, são cada vez mais velhos, mas há dias em que a terra acolhe um número maior de carros e pessoas que vêm de longe para provar as delícias que aqui se confeccionam.

    Joana e João, cunhados, contrariam o isolamento local com energia e iniciativa a que aliam o saber fazer. Recuperaram uma antiga casa da aldeia, que pertencia a uma senhora, benemérita, que todos conheciam e admiravam na aldeia: a Ti Augusta, e é neste espaço rústico, cuidado e confortável, que servem pratos tradicionais com um toque de sofisticação, a que aliaram não só apresentação mas também novas formas de fazer e sabores.

    Iguarias beirãs com nova roupagem

    O Afogado da Boda, prato tradicional dos casamentos da região, é um dos exemplos que constam neste menu ecléctico embora focado no tradicional. Este prato típico é uma espécie de chanfana, embora leve apenas carne de cabra, vinho, ervas e confecção em lume brando. O nome, deve-o ao facto de ser um menu habitualmente servido nos casamentos da região ao longo de várias gerações.

    Já as Trouxas de Plangaio - elaboradas com plangaio, o enchido tradicional da região, são servidas em cama de legumes e levam queijo de cabra por cima. Estes são apenas dois dos pratos típicos do local confeccionados por este casal de cunhados que assume as tradições gastronómicas da terra como suas, transmitindo-as a todos os comensais através da mesa. Este prato em particular foi uma resposta dos proprietários do restaurante a um desafio da Câmara Municipal que lhes propôs recriar este prato tradicional. Mesmo que o maranho não seja o seu petisco favorito, vale a pena provar estes sabores a que Joana e João conferiram novos paladares.

    Na casa Ti Augusta, um pratinho regional serve de couvert, com os seus enchidos e queijo, tudo sempre a apontar para os sabores tradicionais.

    De entrada, prove o maranho envolto em massa folhada com queijo e doce de abóbora. Em quantidade certa e sabor apurado, mesmo que não seja grande fã deste tipo de sabores, garantimos que a mistura é sublime e vale a pena experimentar. Em nenhum dos pratos se sente a 'agressividade' habitual no paladar da carne de cabra. Não é em todo o lado que se come maranho, mas na Casa Ti Augusta, este é um prato obrigatório. Mesmo que habitualmente não sinta grande empatia pelo sabor, experimente. Não se vai arrepender de provar esta abordagem aos sabores locais.

    Acompanhe com Alvelus reserva tinto 2009, um vinho da região forte e encorpado que casa bem com estes sabores intensos.
    Para finalizar a refeição, aposte novamente na tradição: o bolo finto com queijo fresco de cabra, doce de abóbora e nozes ou tigelada.

    Ficar em Figueira

    Anexa ao restaurante há uma casa, de xisto, também recentemente recuperada, onde se pode pernoitar. Dos mesmos proprietários, a Casa Ti Augusta versão alojamento rural, mantém a mesma linha do restaurante: Aqui impera a tradição, nos modos de estar, e principalmente nos objectos que tomam conta da decoração. Um quarto e uma suite compõem esta casa, outrora de família, apoiados por uma sala de leitura. Tapetes e mantas de trapos, peles de cabra e vaca e diversos elementos de cortiça dão autenticidade rural ao espaço.
    Ficar nesta Casa Ti Augusta, em Figueira, custa 41 euros por noite, com direito a um pequeno-almoço recheado de iguarias locais e caseiras. 
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